Matéria Mensal: Dança Tribal

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Abril/2011

Hip Hop no Tribal

É comum vermos no trabalho das dançarinas de Los Angeles, e da Califórnia como um todo, técnicas do Funky Styles – danças urbanas associadas à música funky. Mas não se trata aqui daquele divertido funk carioca e sim das batidas bem marcadas que são utilizadas nas danças Popping e Locking.

The Índigo, Urban Tribal, Unmata, Anasma e muitos outros grupos e solistas buscam nas técnicas do Popping como o Ticking, Tutting, Waving, Strobing, Floating, o diferencial da sua dança. São aqueles tranquinhos bruscos no oito de tronco, movimentos de quadro-a-quadro reproduzindo a luz estroboscópica e ondulações do ombro ao tronco, ao quadril, às mãos, ao fio do cabelo, rsrs.

E no Brasil, claro, o estilo passa a ser incorporado, mas existem ainda algumas confusões. Então vamos lá esclarecer um pouco. Observando que o melhor seria fazer aulas de dança de rua, em especial de Funky Styles, pois o Breaking, apesar de dar a base da dança urbana e trabalhar resistência e fortalecimento muscular, não trabalhará com os ingredientes especiais do Tribal Fusion.

Voltando um pouquinho na história, é importante saber que a dança de rua, Street Dance, surgiu nos Estados Unidos com a crise econômica de 1929 quando muitos dançarinos perderam o emprego e começaram a fazer sua dança na rua. A Cia Lunay adora isso, pois por aqui também fazemos o Street Bellydance, hehehe. A rua é um grande palco sem fronteiras. James Brown foi o grande precursor do Break Dance e Funky Styles, exercendo grande influência sobre grandes ídolos como Michael Jackson e Madonna.

No final dos anos 60 e início dos 70 surgem as Block Parties, festas de quarteirão, que reuniam os dançarinos e DJ's durante festas, com o intuito de produzir novas músicas e sons, com indumentária própria, geralmente com base na música Funky, Soul. Com a música vem o Rap, a rima, transmitindo o novo pensamento daquela juventude. E o Grafite era o cenário de todo esse movimento, pois estavam nas ruas. Inicialmente eram demarcações de territórios entre gangues rivais, aos poucos, transformaram-se em forma de expressão artística. Estão aqui os 4 elementos do Hip Hop: DJ, MC (quem canta o Rap), Grafite e a Dança de Rua.

Na dança, para quem se propõe a estudar o Tribal Fusion, pesquise pelo Popping. O estilo pertence ao Funky Styles, surgiu no início dos anos 70 em uma pequena cidade americana chamada Fresno na Califórnia. Seu criador foi Boogaloo Sam, fundador do grupo Electric Boogaloo. O Popping é a evolução de uma dança antiga, o Robot, que era a cópia dos movimentos mecânicos de um robô. Mas o estilo ficou muito mais complexo, pois, não é tão frio como o Robot, tem muito mais energia e se apropria de movimentos de ilusão, mímica, clown, desenhos animados, dança indiana e egípcia. Também foi inspirado por passos usados pelo cantor James Brown. Os movimentos do Boogaloo eram mais fluidos e com pequenas ondulações no corpo e Popping/Hitting mais eletrizantes e espasmódicos. Na verdade existiam estilos e sub-estilos cada qual com seu nome, mais o termo Popping se popularizou mais facilmente em todos os lugares. Boogaloo Sam eletrificou o Robot!

Muito, muito, muito utilizado pela Zoe Jakes, o Popping possui uma técnica de transição entre uma pose e outra com paradas abruptas e voltas sendo chamada de dime stop. As contrações se concentram especialmente nas articulações das pernas, braços, ombros e cabeça, mas também contrações e relaxamento musculares do peito e pescoço ao mesmo tempo.

Apesar do Popping ter sido criado em Fresno, muitas cidades da região como Backersfield, Sacramento e Compton, desenvolveram seu estilo e passos próprios no Popping. Isso ajudou a desenvolver a dança mais ainda. E quando se espalhou pelo mundo, nos anos 80, já era algo extraordinário. Segundo meu eterno professor de Dança de Rua, Vant Vaz , Tribo Éthnos, “De uma maneira em geral o Popping se caracteriza como uma dança ilusionista e mímica, imitando e simulando diversos efeitos e referências que vão do cinema, TV, vídeo-cassete e DVD (Fast Forward, Rewind, Slow Motion), técnica de animação como Stop Motion, desenhos animados, danças étnicas, animais, pictogravuras (hieróglifos, figuras maias, astecas e indígenas e pinturas de cavernas), quadrinhos, movimentos sob a luz estroboscópica, fantoches, marionetes, brinquedos, etc.”

Já o Locking é bem menos utilizado no tribal, mas acredito que ficaria muito interessante um trabalho com essas influências!

O estilo surgiu no inicio dos anos 70, em Los Angeles, Califórnia, criado por Don Campbel que, em 72, formou o grupo The Lockers, o primeiro grupo profissional de dança de rua da história. Claramente se vê no Locking a influência do Funky. O lockinq é a dança de rua mais antiga e mais clássica. Apesar de Don Campbel ser o criador, outros dançarinos deram sua contribuição para o estilo, como Scooby-Doo e outro chamado Skeeter Rabbit que criaram passos que levaram seus nomes.

Alguns estilos do Popping utilizados no Tribal Fusion:

1 - Animation/Dynamation – Se caracteriza por imitações e simulações de movimentos copiados das criaturas fantásticas, dinossauros e monstros dos filmes de Simbad, Jasão e os Argonautas, O Mundo em que o Tempo Esqueceu etc., criadas por Ray Harryhausen que as animava numa técnica conhecida como Stop Motion ou Dynamation. A técnica consiste em movimentos destacados, rígidos e espasmódicos como se estivesse sendo animado frame a frame semelhantes às criaturas destes filmes.

2 - Ticking – Este estilo se caracteriza por movimentos em staccato e espasmos em pequenos intervalos de tempo, geralmente numa estrutura de três contagens ou tempos, usando mais os braços e mãos, mas também se movimentando semelhante ao Animation só que geralmente duas vezes mais rápido que o normal.

3 - Floating/Gliding/Sliding/Air Walking – Este estilo se caracteriza por movimentos nos pés e pernas que simulam flutuações e deslizamentos, criando uma ilusão de como se o corpo pairasse no ar logo acima do chão. Faz-se geralmente alternando movimentos com as pontas dos pés e os calcanhares criando o efeito de flutuação na transição de um movimento para o outro. Esta técnica pode ser combinada com outros estilos como waving, slowing etc.

4 - Waving – Ilusionismo, contorções e ondulações resumem este estilo. Os movimentos simulam ondas pelos braços, corpo e pernas numa transição de um movimento para outro. Também se assemelha aos movimentos de uma serpente e provavelmente tenham sido influenciados pelos filmes de Ray Harryhausen (ver os filmes de Simbad), pela danças indianas, de Bali e do Oriente Médio, como Belly Dance etc. Waving pode ser executado com o liquiding/liquid dancing, na verdade, ambos se parecem muito, com a diferença que o liquid usa muito mais os dedos e mãos e as ondulações são mais fluídas. Assim como também pode ser combinado com strobing, ticking, vibrating etc.

5 - Bopping – Estilo que se caracteriza pela expansão e contração dos músculos peitorais, promovendo grande amplitude e relaxação desta região, ao mesmo tempo em que o tórax se amplia e relaxa ao movimento da batida, os braços e pernas seguem o ritmo destas pulsações, como se todo o corpo vibrasse. O hitting aqui é executado com mais energia e evidentemente o praticante deste estilo terá que ter uma amplitude bem maior nas movimentações dos peitorais e tórax.

6 - Dime Stopping – Uma técnica de movimentação com passos firmes e paradas abruptas, frequentemente combinado com o início ou final da movimentação e transição de uma pose a outra do Popping.

7 - Slow Motion/Slowing/Fast Forward/Rewind – Movimentos que simulam os recursos de retorno, avanço, aceleração e câmara lenta dos aparelhos de vídeo-cassete e mais recentemente do DVD- Player.

8 - Miming – Como sugere o nome, na verdade é uma série de rotinas e movimentações utilizando-se de técnicas de mímica e pantomima, usando especialmente, e não exclusivamente as mãos. Também se usa pequenas dramatizações e expressões faciais se construindo pequenos roteiros coreográficos para serem usados em competições, batalhas e shows.

9 - Cobra/Snaking – Semelhante ao Boogaloo com a exceção de que aqui se simula movimentações de uma serpente no tórax e corpo. As ondulações seguem circundando ombros e tórax e os braços semi-abertos e relaxados contornam todo o tronco. Criado em meados de 1979/1980 por Poppin Taco.

10 - Strobing/Cracking – Movimentações em staccato em pequenos intervalos como se estivesse sob o efeito da luz estroboscópica usada nas danceterias e discotecas. Foi criado por Flat Top um dos maiores performers neste estilo.

(OBS: Termos técnicos extraídos da apostila de Funky Styles elaborada por Vant Vaz em ocasião de oficina realizada para o Cultura em Movimento)

 

O Tribal Lilies apresentou, recentemente, coreografia de Hip Hop Liquid Fusion com Beat Box, inspirada na bailarina Anasma.

 

 

 

 



Janeiro-Fevereiro/2011

Tribal Brasil: Muitas histórias num só gesto

A utilização de ritmos afrobrasileiros na prática do Tribal tem sido cada vez mais uma constante no Brasil, a exemplo dos grupos Cia Lunay (PB), Kairós (BA), Cia Xamã (RN) e Aquarius Tribal Fusion (PE), e das dançarinas Nadja el Baladi (RJ), Renata Machado e Karla Brasil (SP) que os utilizam em suas expressões artísticas.

A musicalidade forte da percussão nos permite criar combinações belíssimas e com identidade cultural afrobrasileira.

São vários os ritmos e danças que podemos utilizar: samba reggae, caboclinho, Ijexá, maracatu, coco, baião e tantos outros ritmos que valorizam uma apresentação de estilo tribal. A quantidade de danças é tanta que a Cia Lunay possui um programa chamado Cultura em Movimento, onde uma vez por mês um professor convidado ministra uma oficina sobre uma expressão artística diferente. Assim, podemos entrar em contato com a corporeidade de cada dança e conhecer um pouco da nossa história para a partir disso adaptar à linguagem do Tribal. Segue um resumo sobre algumas dessas expressões culturais que temos pesquisado através de textos extraídos de sites e livros. Boa viagem pelo Brasil!

Caboclinho

São algumas características essenciais do Caboclinho: a dança guerreira, o cunho religioso ligado à boa colheita ou caça, a recitação de versos heróico-nativistas, etc. Tradicionalmente os Caboclinhos têm feito suas apresentações em Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte. Na Paraíba encontramos as Tribos de Índios Carnavalescas que possuem muita semelhança, mas têm suas particularidades.

Caboclo é a mistura do branco com o índio, caboclinho seria a grosso modo, o filho do caboclo. Portanto, de origem indígena, o Caboclinho é uma das manifestações culturais mais antigas do Brasil. A quem diga que é a mais antiga e já era realizada por essas bandas antes mesmo da chegada dos europeus. Seu registro oficial data de 1584, no livro “Tratado e Terra da Gente do Brasil” do padre Fernão Cardim.

O Caboclinho com o passar do tempo sofreu alguns desfalques, um bom exemplo são as canções. Sendo de origem indígena, suas letras eram passadas de forma oral, ou seja, de pai para filho, já que os índios brasileiros não possuíam escrita. Durante o extermínio promovido pela coroa portuguesa, várias tribos foram extintas e com seu povo morreu também parte do folclore Caboclinho. O pouco que ainda resta é encenado no carnaval e principalmente nas cidades do interior do Estado nas festas de padroeiro(a). Musicalmente no Caboclinho não há nenhuma influência européia. Alguns pesquisadores comparam sua musicalidade com algo oriental, lembrando as canções hindus, árabes e/ou chinesas. Uma característica marcante do ritmo é a forte marcação dos Trupés (pisadas dos pés no chão), que tem como finalidade fazer a base para os outros instrumentos como: surdo, inúbia (flautim de taquara) ou pífano, reco-reco, caracaxá, maracá (tipos de ganzá) e caixa (tarol). O ritmo por ser um ritmo de guerra e a dança representar as batalhas, o Caboclinho se torna muito marcante para quem assiste sua apresentação. A encenação se torna mais real quando os dançarinos em posse das suas preacas (arcos e flechas) criam estalidos durante as coreografias. A dança é tão bem executada que parece fazer os (as) dançarinos(as) flutuem. Tal ilusão de ótica se dá pelo fato da dança ser rápida e do baixar e levantar dos dançarinos (apoiados pela ponta dos pés e calcanhar) é tanta agilidade que parece os dançarinos terem molas nos pés. A indumentária dos brincantes é de uma exuberância sem igual, enfeitados (literalmente) dos pés à cabeça, os homens e as mulheres usam cocares e saias de penas de avestruz, ema e/ou pavão, se adornam também com cabaças na cintura, colares de sementes no pescoço, pulseiras e tornozeleiras bastante coloridas.

Maracatu de Baque Virado (Nação)

O maracatu é um ritmo tradicional do Nordeste do Brasil. Proveniente do continente africano, mais especificamente do Congo nas tribos Nagô, desenvolveu-se no nordeste brasileiro a mais de 300 anos, período em que se instaurou a escravidão. O maracatu é uma mistura de teatro, dança e música. Criado a principio para camuflar os cultos afros (já que eram proibidos pelo rei e pela igreja católica) e para repassar através da estória oral seu passado e sua história. No Brasil hoje há dois tipos de maracatus: Maracatu Nação, ou Maracatu de Baque Virado, e Maracatu Rural, ou Maracatu de Baque Solto.

No Nação, participam geralmente de trinta a cinqüenta brincantes. O maracatu de baque virado consiste numa cerimônia de coroação de rainha e rei, abrindo alas para os mesmos as damas de honra que são acompanhadas pela corte: príncipe e princesa, duque e duquesa, barão e baronesa, sendo composta ainda pelo embaixador, porta estandarte, dama de corte, vassalo, também chamado de porta sombrinha, e damas de passo, conhecidas como Yabás ou baianas. A dama ou as damas de passo carregam consigo a “Calunga” durante o cortejo. Calunga é o nome que se dá a uma boneca que representa as rainhas já falecidas, ou seja, as antepassadas da corte. E por fim, o cortejo é completado com os batuqueiros, músicos encarregados de alegrar e dar ritmo ao desfile. A orquestra do maracatu de baque virado é constituída só de instrumentos de percussão, tais como: gonguê, ganzar, xequerê e maracá que tem como função fazer a marcação do ritmo, as caixas que em suas rufadas vibram vigorosamente e por fim as alfaias que com seu som grave pulsa como trovões dando assim força ao ato festivo.

Maracatu Estrela Brilhante de PE

Maracatu de Baque Solto (Rural)

Muitos confundem maracatu de baque solto com o maracatu de baque virado e alguns até acham que é a mesma coisa, ledo engano, pois há diferenciações gritantes entre eles. Tais diferenças vão desde a história de seu surgimento, a métrica do ritmo e seus instrumentos como também seus personagens. O maracatu de baque solto é criado posteriormente ao maracatu de baque virado. Surge no estado de Pernambuco nos século XIX e XX quando trabalhadores rurais do interior migram para a zona da mata a fim de encontrar trabalho. O maracatu de baque solto sofreu uma mescla de outros folguedos proveniente de todo território pernambucano, tais como pastoril, cavalo marinho, bumba-meu-boi, folia de reis, caboclinho e outros mais. O maracatu rural sofreu influência no que diz respeito a todo o conjunto da obra. Em relação aos instrumentos, o maracatu rural também conhecido como maracatu de orquestra é diferenciado do maracatu nação. A sua orquestra é composta por tarol (ou caixa), surdo, ganzá, chocalhos, cuíca, zabumba, gonguê e a orquestra em si com clarinete, saxofone, trombone e pistom. Outra diferenciação é que no rural o coro é exclusivamente feminino. Tais mudanças instrumentais, ocasionaram uma acelerada no ritmo, se comparado ao maracatu nação, o rural ritmicamente falando é mais rápido, não tendo a marcação lenta que o maracatu de baque virado tem.

O maracatu rural tem como personagens o rei, a rainha, a porta bandeira também chamada de baliza, a dama do passo, o Mateus, a Catirina, a burra e o caçador, as portas-buquê, as baianas, a boneca Aurora, os caboclos de pena que não usam lança e sim machado, também chamados Tuxau ou Arreimá, carregam na cabeça um grande cocar de penas, na maioria das vezes de pavão, como no maracatu nação também há o vassalo ou “menino da sombrinha” e por fim o personagem principal: o caboclo de lança. O caboclo de lança é o guerreiro de Ogum, dá vida e alma ao folguedo. Formado por trabalhadores rurais que durante a brincadeira trocam suas enxadas e foices por lanças de madeira adornadas com fitas coloridas e seus chapéus de palha por volumosos, coloridos e exuberantes capacetes. Durante todo o ano economizam um pouco mais a fim de confeccionar seus mantos de cores tão psicodélicas quanto às do capacete. Os mantos representam a armadura na encenação da batalha, alguns também usam grandes óculos e um cravo branco na boca.

No maracatu de baque solto não há cortejo real, quem comanda a brincadeira é o apito e/ou a bengala do mestre que orienta a movimentação do maracatu. O mestre também é responsável pela cantoria das toadas. A dança é realizada em dois círculos, um dentro do outro. Os caboclos de lança correm pelo círculo de fora encenando a batalha e golpeando suas lanças para cima e para baixo, para um lado e para o outro, segurando-a firme com as duas mãos, enquanto correm carregam uns chocalhos nas costas dando a marcação acelerada do maracatu rural. Enquanto isso no círculo interior dançam as damas de buquê e baianas onde podemos observar ao centro da roda os caboclos de pena, a boneca e o estandarte.

Coco

Alguns defendem a idéia de que o Coco surgiu a princípio nos engenhos interioranos e só depois chega ao litoral. Outros acreditam que seu surgimento se dá na própria região do litoral. Entretanto há uma terceira hipótese. Nela, acredita-se que o Coco já teria vindo do continente africano, através das tribos de origem Banto, habitantes da região hoje conhecida por Congo e Angola).

Não só a origem como também a diversidade rítmica do Coco são multifacetadas, dependendo da região o Coco sofre alterações rítmicas como também mudança no que diz respeito à nomenclatura e até mesmo nos instrumentos usados. Ou seja, no Coco há várias versões e inúmeras maneiras de executá-lo. A exemplo podemos citar as variações: Rítmicas – Coco de Ganzá, Coco de Zambê e Coco de Mungonguê. Métrica dos versos – Coco Agalopado, Coco de Sétima e Coco de Embolada. Dependendo do local também recebe vários nomes: Coco de Roda, Coco do Sertão, Coco de Praia, Catolé, Toré, De Umbigada, de Desafio, etc. Apesar das variações nos quesitos métrica, ritmo e espaço geográfico, o ritmo não sofre consideráveis alterações ao ponto de não conseguirmos decifrar a música tocada, pois quando se vê uma roda de Coco é impossível não saber que ritmo tão peculiar é aquele.

Dentre as principais influencias estão a africana e a indígena. Do lado africano temos o ritmo propriamente dito, os tambores e chocalhos tocados em 2/2 e/ou 2/4 e cantados na forma refrão-estrofe. Na influencia indígena, temos a questão estética do grupo, ou seja, a maneira que os participantes se posicionam, que é em fileira ou em forma de roda.

Nas teorias lançadas para tentar explicar a origem do Coco, há exemplos e argumentos bem elaborados e sucintos. Um desses diz que o Coco é originário do quilombo dos Palmares. Os ex-escravos alojados no quilombo usavam o coco para auto-sustentação e o quebravam a fim não só de extrair sua água e polpa, como também esculpir ou moldar utensílios domésticos, tais como colheres, conchas, pratos, ponta de lanças, esculturas, etc. Durante o trabalho de quebrar o fruto, cantarolavam e alguns até dançavam. Há uma teoria do interior que diz que o Coco surgiu a partir do momento em que trabalhadores se juntam em mutirões para bater o barro dos pisos das casas, pois, naquela época era comum entre a população mais carente, casas de piso de barro batido. De uma forma ou de outra, podemos concluir que o Coco surgiu do povo, ou seja, é uma dança popular. Com o tempo foi ganhando mais adeptos e seu período áureo se deu no começo dos anos 50 até o final dos 60, nessa época o Coco chegou a ser dançado em salões por pessoas de maior porte econômico. Após os anos 60 o Baião e o Samba ganharam maior notoriedade e o Coco consequentemente perdeu espaço no cenário popular nacional.

O Coco pode ser dançado por homens e mulheres e em qualquer época do ano, ou seja, não há época especifica para se dançar Coco, porém há uma tradição maior no período junino.

Geralmente o Coco é cantado por um mestre ou mestra coquista. Ao começar os versos, o (a) coqueiro (a) é respondido pelo coro, demais integrantes da roda de Coco. Os versos podem ser já conhecidos ou de improviso como no Coco de Embolada. Os instrumentos, independente da nomenclatura do Coco, são praticamente os mesmos: Triangulo, Ganzá, Surdo, Zambê, Zabumba, Caracaxá, Mongonguê, Cuíca, Alfaia, Pandeiro, e, o instrumento mais importante de todos, os Tamancos! São as sandálias de madeira e couro que dão autenticidade e legitimidade ao ritmo. Os tamancos dos (as) dançarinos (as) juntamente com as palmas fazem a marcação rítmica do Coco. A batida principal são três marcações fortes com o pé direito e uma mais fraca com o pé esquerdo, dependendo do Coco, as marcações são outras. Existem marcações mais rápidas e outras mais lentas.

Grupo paraibano Imburana dançando coco de roda

Samba Reggae

Gênero criado pelos blocos afro-carnavalescos de Salvador- Bahia, nos anos 1980. Este estilo percussivo se caracteriza, em termos conceituais, pela apologia ao negro e, musicalmente, pela recriação de sonoridades afro-americanas. Sua estética mestiça conecta diversos elementos culturais elaborados na rede atlântica que originou e abrigou a diáspora negra.

A primeira fonte do samba-reggae é a própria história musical baiana; os ritmos sagrados do candomblé e as expressões musicais profanas das culturas populares que se consolidaram nos carnavais da Bahia como resultado de mesclas tecidas entre o candomblé e os sambas urbanos.

Outra referência fundamental é a África que sempre representou para os negros baianos um celeiro de inspiração e informação permanente e próximo. O intercâmbio com os países africanos foi fundamental não somente para ampliar a informação musical dos grupos negros, que conceberam o gênero, mas também para o delineamento das diversas áfricas que alimentam o imaginário dos blocos afro no Brasil.

Outra fonte é o Caribe. Salvador se abriu para a música cubana desde os anos 50 e sua estética influenciou significativamente os percussionistas locais. A partir dos anos 70, a maior cidade negra da América Latina aderiu ao reggae como principal veículo de comunicação da diáspora. Ídolos como Bob Marley, signos e posturas jamaicanas passam a ser intercambiáveis. O próprio nome do ritmo é claro indício de hibridismo cultural.

Mas, para compreender a criação do samba-reggae é preciso ainda ir aos EUA da soul music, de James Brown, dos Jackson Five, dos slogans do black power que celebram o orgulho étnico e inspiram um modelo negro de imagem. A luta por um melhor posicionamento dos negros na sociedade americana não passou despercebida a blocos afro como Ilê Ayiê, Olodum, Ara Ketu, Muzenza, Male Debalê, entre outros nomes do movimento musical afro-baiano. O samba-reggae está pautado tanto na tradição percussiva brasileira quanto nas referências transnacionais que chegam através das mídias e contatos culturais que conectam a rede atlântica. Além disso, o gênero é um belo exemplo das formas estético-comportamentais híbridas/sincréticas que se modelam e circulam no "Atlântico Negro".

Danças Brasileiras no Youtube:

Maracatu Nação: http://www.youtube.com/watch?v=21eodVhdv4E

http://www.youtube.com/watch?v=3uZlIET-lKQ

Maracatu Rural: http://www.youtube.com/watch?v=YadbHxXOhFE

Coco: http://www.youtube.com/watch?v=r1mPRd3hTjg

http://www.youtube.com/watch?v=FQhax62dnfk

http://www.youtube.com/watch?v=ZpGn8_LlitQ

Caboclinho: http://www.youtube.com/watch?v=gOQfPtH4JII

Samba reggae: http://www.youtube.com/watch?v=xQhEbaGQZuQ

 

Tribal Brasil no youtube:

Cia Lunay: http://www.youtube.com/watch?v=1b5TcBDesz4

Kilma Farias: http://www.youtube.com/watch?v=6A3ygLVCfbo

Cia Halim: http://www.youtube.com/watch?v=KI7OSY6IF6k

Cia Xamã: http://www.youtube.com/watch?v=hmvfofNDeD0

Kairós: http://www.youtube.com/watch?v=kzxDrRXbQTI

Nadja: http://www.youtube.com/watch?v=Pn1EpnqYwyA

Cia Lunay

Kilma Farias com Bela Saffe no Spirit of The Tribes, dançando Tribal Brasil

Cia Xamã

kilmita@gmail.com
Twitter: @Kilmafarias


Kilma Farias
kilmita@gmail.com


Dezembro/2010

Histórico do Tribal

O Tribal é uma forma contemporânea de dança do ventre, eu diria de vanguarda mesmo, que evoluiu da dança do ventre, tendo como base o American Tribal Style - ATS mesclada com danças étnicas diversas. Freqüentemente incorpora elementos do Popping, Hip Hop, Breakdance, Liquid, Funky Style, bem como de formas tradicionais como o Flamenco, Kathak, Bhangra, Bali e outros estilos de dança folclórica.

O American Tribal Style surgiu em San Francisco, criado por Carolena Nerriccio e sua companhia de dança FatChance Bellydance 1987/1988. Uma dos dançarinas do FCBD, Jill Parker, pode ser considerada a primeira a criar uma espécie de fusão tribal. Depois de deixar o FCBD, ela formou o grupo Ultra Gypsy/1990. Sob a direção de Jill Parker, o Ultra Gypsy expandiu o repertório de movimentos do ATS, por meio de sequencias coreografadas. No lugar do sistema de sinais para improviso dirigido, incorporaram elementos de cabaret, burlesco e vintage. O grupo também progressivamente desconstruiu o traje clássico ATS (choli, top de moedas, turbantes, cintos com pompons, saia, calças), incorporando looks mais contemporâneos, flores no cabelo, cintos com longas franjas que mais pareciam dreads.

Outra pioneira no Tribal Fusion foi Heather Stants, que fundou o Urban Tribal Dance, em San Diego em 1999. Inicialmente, o Urban Tribal foi fortemente influenciado pelo hip hop e seus estilos de dança de rua, embora seu estilo atual se utilize demasiadamente de elementos da dança moderna. Elas também são conhecidos por seu figurino simples, bem clean, em contraste com muitos outros artistas de Tribal Fusion que impressionam pelos badulaques e penduricalhos literalmente dos pés à cabeça. Mardi Love foi uma das primeiras dançarinas do Urban Tribal, tanto foi seu destaque que mais tarde se juntou ao The Indigo, da tão conhecida Rachel Brice, e se tornou uma das principais influências coreográficas no grupo.

O Tribal Fusion foi largamente popularizado pela Rachel Brice e The Indigo (formada em 2003), que se tornou reconhecido internacionalmente quando excursionaram com o Bellydance Superstars. Heather Stants refere-se a Rachel como a "mãe adotiva" do Tribal Fusion, reconhecendo a Jill como a “mãe biológica”, sendo a Rachel a responsável pela popularização do estilo e tendo contribuído com seu estilo pessoal. O estilo da Rachel é uma combinação de técnicas da Suhaila Salimpour com o estilo do FCBD, juntamente com uma dose pesada de Mardi Love. Ela também popularizou o uso de movimentos semelhantes ao "popping", imitando uma serpente com acentos minimalistas, desafiando nossos olhos. Os membros iniciais do The Indigo foram Rachel Brice, Mardi Love, Michelle Campbell, Sharon Kihara, Shawna Rai, Janice Solimeno e Ariellah Aflalo. Tanto Rachel e Sharon foram membros da Ultra Gypsy e tiveram Jill Parker como a principal inspiração. O The Indigo teve uma segunda formação, composto por Rachel Brice, Mardi Love e Jakes Zoe, quando montaram seu espetáculo próprio "Le Serpent Rouge" em 2007.

Eu 2003 ficamos encantados com o estilo que a Cia Halim apresentava para o Brasil com a tag de Dança Étnica Contemporânea, impregnada de Flamenco e Dança Indiana na tão conhecida nossa Dança do Ventre. Logo ficamos sabendo, através da Shaide Halim, do Estilo Tribal e tal estilo havia surgido na Califórnia nos anos 70 e que só naquela época começava a ser difundido no Brasil, primeiramente pela Cia Halim e logo após, em 2004, pela Cia Lunay e Troupe do Sul. A partir de 2005 o estilo virou febre e era o tema principal de discussão da lista do yahoo groups da Cia Halim. A Shaide, a meu ver, foi a nossa “mãe adotiva” do Tribal no Brasil. Através dela e do Fernando Reis o estilo foi seriamente explicado e disseminado, despertando a curiosidade e admiração em centenas de dançarinas do ventre que passaram a buscar cada vez mais informações sobre o tema.

Tivemos o primeiro Festival de Tribal do Brasil em 2008, no Rio de Janeiro. Em 2009, tivemos o primeiro Festival de Tribal de SP, o Tribal Show ABC e ainda no mesmo ano o Tribal y Fusion da Bele Fusco, empresa responsável por trazer nomes como Sharon Kihara, Mardi Love, Ariellah e Moria Chappell ao Brasil para ministrar workshops e imersões. A partir de então a febre se instalou e os grupos se multiplicaram, assim como dançarinas solo de grande expressividade se revelaram como por exemplo, Mariana Quadros, que já participou de duas versões do Tribal Fest, em Sebastopol, na Califórnia e hoje possui o Sister Studio, certificado da Carolena Nericcio que credita a Mariana como uma multiplicadora do ATS, estilo do FCBD.

Hoje, a meu ver, numa visão global, os olhares se voltam às origens e o que foi segmentado em subestilos por Gypsy, Cuber, Dark, Burlesco, Vintage, Steampunk, Liquid, Teatral, Urban, ITS e um sem número de denominações volta a se encontrar em uma só expressão, no Oriental Amargo, como a própria Rachel gosta de chamar o Tribal Fusion Bellydance. A riqueza e as possibilidades são tantas que não cabem em palavras. Já vi comentários diversos sobre a denominação de uma dança ser Tribal ou não. Em maio de 2010, quando tive a oportunidade de participar do Spirit of The Tribes ministrando workshops de Tribal Brasil e me apresentando, fui convidada a ser jurada da mostra competitiva o que aceitei com muita honra apesar de não me sentir plenamente preparada para julgar o Tribal nos Estados Unidos, tipo: pára tudo. Como serei justa nos critérios se o conhecimento em tribal que temos no Brasil ainda é muito restrito, praticamente engatinha? Conversei com diversas professoras do evento e muitas relataram que para ser Tribal Fusion a dança teria de ter entre 5 a 6 passos do American Tribal Style do FCBD. Que se assim não fosse a dança passaria a ser moderna, contemporânea, dança de rua, performance ou qualquer outro estilo, menos Tribal Fusion.

Fiquei com aquela idéia na cabeça e como o ser humano é bicho que questiona, comecei a perceber que as pioneiras, Rachel, Sharon, Mardi, Ariellah, entre outras, guardam esse pensamento em suas coreografias e lá sempre está os contados passos de ATS ou ITS como queiram chamar. Mas outras tão talentosas quanto a exemplo da Anasma, não se importam com isso e dançam 5 minutos sem nenhum egyptian ou layback. E o intrigante é que aos meus olhos e ao de todos que viram Anasma dançar, constataram: é Tribal! E assim todos ficam mudos diante da suposta “regra” que pretendia preservar o Tribal Fusion para que não se perca com o bailar dos anos.

Eu trabalho na Cia Lunay com o Tribal Brasil, em especial fusionando danças afrobrasileiras e ritualística indígena/cabocla com o Tribal Fusion. Não pretendo me prender a regras, nem a estilos, apenas à técnica. A técnica deve ser clara, limpa, bem trabalhada e assim o que o espírito ousar sonhar o corpo desenha no espaço, sempre levado pela principal condutora: a música.

A história do Tribal no Brasil está apenas começando. Está em nossas mãos escrever uma bela história, com personalidade, valorizando o que as nossas raízes têm de forte e que possam encantar o mundo inteiro.

Para quem curte o estilo, temos o projeto Caravana Tribal Nordeste, desenvolvido pela Cia Lunay (PB), Cia Xamã (RN), ATF (PE) e Kairós (BA) que tem o objetivo de fomentar o crescimento do Tribal Brasil através de pesquisa de cultura popular brasileira , workshops, shows em eventos itinerantes pelo Nordeste do Brasil.

Interessadas no projeto podem entrar em contato pelo:

kilmita@gmail.com
Twitter: @Kilmafarias


Kilma Farias
kilmita@gmail.com


Julho/2010

A Variedade na Unidade: Referências_2

Seguindo a proposta de escrever matérias relacionadas a construção de um estilo próprio. Esse mês vou falar de vídeos.

A captura de imagens em movimento vem sendo muito útil a nós que dançamos tanto para estudo, quanto para “arquivo/portifólio”.

Gosto muito de assistir vídeos relacionados a dança tribal e também a outros estilos que me encantam. Fico horas no youtube descobrindo novos vídeos, novas bailarinas, ou tentando absorver algo das já conhecidas.

É interessante observar que dificilmente existirá alguém perfeito, é bem verdade que existem aquelas apresentações maravilhosas, mas nenhuma bailarina é totalmente completa. Existem pontos fortes que devem ser observados e estudados se necessário, se for do seu interesse. Até mesmo aquela bailarina que você não gosta muito deve ter algo forte e bom, um olhar, uma expressão, segurança no palco, sorriso, postura, braços bonitos, deslocamento, giros.

Tente olhar mais a fundo,
algo que seja bom
e inspirador além
da obra toda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não assista apenas vídeos tribais, busque outras danças, outras forma de expressão. Busque o que toca você!

 

 

 

 

 

É importante que você se organize, que tenha seus acervo de vídeos em ordem para não perder tempo.[normalmente, eu separo vídeos por listas de reprodução no youtube, mas ontem descobri que ele sumiu com algumas..fiquei uma fera!! De agora em diante vou baixar os vídeos e separar por pastinhas, por em dvd/cd seilah..só para garantir..]

Vamos então apreciar, absorver, estudar e praticar muito!!

Links

Vídeos que gosto, parte de minhas referências...

http://www.youtube.com/user/anailujodarp65#p/c/8ECAD205DCF8B257/5/mFCnNnWAueQ

http://www.youtube.com/user/anailujodarp65#p/c/4A22C0BB9BD77036/0/bXhQNRsH3uc

http://www.youtube.com/user/anailujodarp65#p/c/0C6B71E6CBD4BD82/0/-7DpiA-V5bo

http://www.youtube.com/user/anailujodarp65#p/c/0C6B71E6CBD4BD82/8/FI76sKLMkMU

Meu canal com as listas de reprodução para quem quiser fuxicar é esse aí de baixo

http://www.youtube.com/anailujodarp65#g/p


Juliana Prado
Unna Ateliê Tribal


Junho/2010

A Variedade na Unidade: Referências_1

Pensei em fazer uma série de matérias relacionadas a construção de um estilo próprio. Mesmo sendo parte de uma tribo dançando ATS, somos singulares e no fusion isso é essencial!

Pois bem, a matéria deste mês é sobre referências e a sua importância. Essa palavrinha é importantíssima para qualquer pessoa que se propõe a criar. Afinal a única coisa que surge do nada é o nada ^^. As idéias e inspirações vem de alguma coisa, seja ela uma música, uma imagem, um vídeo, um perfume.

Quais são seus “objetos” de adoração? O que te inspira? O que tira seu fôlego? O que te chama atenção? O que faz você se emocionar? O que toca seus sentidos?

Observar esses detalhes é um exercício de auto conhecimento, e é importantíssimo para criar algo singular e seu.

Trazendo para a dança, mais especificamente o “Tribal”, eu particularmente, sempre tento agregar tudo o que acho interessante e que seduz meus sentidos. Desde a música até o penteado.

Existem pontos a serem trabalhados, e as infinidades dentro de cada um são incríveis:

- Música/estilos musicais

- Figurino [ah! Isso eh uma imensidão xD]

- Técnica/movimentos

- Expressão

Perceba, olhe,escute e faça um brain storm de vez em quando, vá juntando e combinando o que você gosta, seus estilos, suas cores, suas texturas, sua expressão.

p.s: Eu sou uma pessoa visual xD me inspiro por imagens, tenho pastas no computador com várias imagens coletadas da Internet que me inspiram para o tribal e vídeos separados por bailarinas no youtube.

Descubra o que te inspira, procure referências e trabalhe em cima disso...


Maio/2010

Qual foi seu primeiro contato?

Meu primeiro contato foi com um dvd didático da Kajira Djoumahna da trupe Black Sheep Belly Dance. Eu não sabia o que era o “tribal”, e achei muito legal aquelas mulheres com roupas coloridas. Todas juntas tinha uma força, uma alegria, uma energia... Próprio do ATS.

Mas tem outras pessoas que tem contato primeiro com o fusion e um fenômeno comum é elas acharem que o “tribal” é aquilo que permeia Rachel Brice e afins. NÃO!!

Rachel Brice é uma das crias do tribal (muito famosa por sua vez^^), mas é de suma importância que as aspirantes a tribalistas saibam que o “tribal” tem muito mais, é muito mais.

 

Carolena Nereccio e a trupe Fatchance Belly Dance

Carolena para quem não sabe, eh tipo a mãe do “tribal”, ela criou e desenvolveu o ATS propriamente dito.

ATS (AMERICAN TRIBAL STYLE), o tribal se originou dele, e só é considerado tribal se tiver alguma ligação com ele... (senão vira o samba do criolo doido, neh??)

 

Black Sheep Belly Dance

Kajira Djoumahna

Seguem abaixo alguns links de vídeos hoots da dança “tribal”...

http://www.youtube.com/watch?v=KUh7U99pEmM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=-hgTqVJG4WU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=GHVAqI1Jgvk

http://www.youtube.com/watch?v=7YhvL0CUiX4&feature=related


Abril/2010

Tem que usar preto!!

Para começar, eu não tenho a intenção de ficar repetindo o que algumas tribalistas maravilhosas já fizeram pela rede que é falar da origem do tribal..por isso seguem alguns links ao final para quem se interessar pela "história tribalista"^^

Vou confessar que detesto "ter que" fazer um texto de abertura..até porque "ter que" não combina com o tribal, definitivamente..

"Ter que" e tudo que rodeia essa atmosfera nebulosa horrível, que faz você se moldar, se adestrar tá fora!!![ÊBA!!] Eu sempre disse que a bellydance na minha cabeça era para mim, apesar de ter um público, mas no tribal isso é pleno! TRIBAL É PARA VOCÊ!!

É por isso que eu amo tanto o "tribal" ele é livre,consecutivamente, você também.
YOU HAVE THE POWER!!

Por tanto, (como diria sakura)libeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerte-se!!!!!

não tem que usar preto!
não tem que usar bege!xD
não tem que se encher de coisas como uma árvore de natal [eu adoro, mas se algum dia você simplesmente não estiver afim...seja minimalista como as meninas do urban tribal^^]
não tem que dançar músicas construtivistas^^
não tem que dançar músicas vintage, ou com elementos assim
não tem que vestir um "conjunto tribal"

É só reunir o que se gosta, estudar a técnica, libertar a paixão e se jogar!!

[ah!] liberdades a parte, uma apresentação tribal só é considerada tribal se tiver algo [técnica] de ATS lá!!
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bJUh
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links...

http://marianaquadrostribal.blogspot.com/2010/03/o-estilo-tribal.html

http://atseits.blogspot.com/2010/03/vamos-falar-sobre-its.html

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=51561096

http://marianaquadros.multiply.com/journal


Juliana Prado
Unna Ateliê Tribal


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